The Big Girl

March 7, 2014 – The Big Girl

PAULO CÉSAR MARTIN

Winona Ryder ditava padrões de estética e comportamento. O rock de Seattle começava a ser escutado pelo resto do mundo. E os calouros da USP mostravam que liam bastante, mas não o suficiente para superar um questionário de conhecimentos gerais. Estes eram os principais temas da primeira edição do caderno Folhateen, que circulou no dia 18 de fevereiro de 1991. 19 de fevereiro de 2001. O Folhateen descobre o que aconteceu com as pessoas e temas abordados na sua estréia. Winona Ryder hoje busca a reafirmação no cinema. O grunge de Seattle, última grande revolução do rock, dá as caras no Brasil com um show do Mudhoney nesta quarta-feira. E os calouros da USP mostram que estão lendo menos que há dez anos. História Baseado no quarteto cultura pop, educação sexual, comportamento e quadrinhos, o Folhateen desenvolveu em dez anos uma linguagem jovem, séria e que não subestima o leitor adolescente.

AUGUSTO PINHEIRO

Quando saiu na contracapa da primeira edição do Folhateen, em 1991, a atriz norte-americana Winona Ryder tinha apenas 19 anos e já sentia o gostinho do sucesso com filmes como “Edward Mãos de Tesoura” e “Minha Mãe É uma Sereia”. Dez anos depois, ela atravessa uma fase, digamos, de má sorte. No ano passado, enfrentou fracassos de público e de crítica, como o romântico “Outono em Nova York”, com Richard Gere, e o terror “Dominação”, em que interpreta uma exorcista. O outro filme da moça que estreou no Brasil em 2000, “Garota, Interrompida”, acabou rendendo um Oscar para a coadjuvante Angelina Jolie, que roubou a cena. Winona nem foi indicada. A atriz confessou que só fez “Outono em Nova York” pelo dinheiro e, agora, tenta recuperar o prestígio com dois novos filmes: “Just to Be Together”, do consagrado diretor Michelangelo Antonioni, em que contracena com Andy Garcia, e “Simone”, de Andrew Niccol, com Al Pacino. Os dois ainda não têm data de lançamento. Porém, nos últimos dez anos, Winona não teve apenas maus momentos. Foi indicada ao Oscar duas vezes: como melhor atriz por “Adoráveis Mulheres” (1994) e como melhor atriz coadjuvante por “A Época da Inocência” (1993). Neste, ela contracenou com o inglês Daniel Day-Lewis, que acabou engrossando a sua vasta lista de namorados (veja quadro ao lado). Logo após o lançamento do Folhateen, a jovem atriz emplacou dois ótimos filmes. “Uma Noite sobre a Terra”, do diretor independente Jim Jarmusch, em que interpretou uma taxista, e “Drácula de Bram Stoker”, de Francis Ford Coppola, hit de 1992 nos cinemas do mundo inteiro.

Na época, estava noiva de Johnny Depp, com quem ficou durante três anos. O romance rendeu uma tatuagem no braço do ator com a inscrição ” Winona forever” ( Winona para sempre). Depois do fim do relacionamento, Depp mudou a frase para “Wino forever”. Desde então, a atriz namorou vários atores e rock stars, como Matt Damon, David Duchovny, Beck e Evan Dando (Lemonheads), mas o segundo namoro mais duradouro foi com David Pirner, líder do grupo Soul Asylum. A fama de namoradeira algumas vezes acabou suplantando a de atriz _o mesmo que aconteceu com Elizabeth Taylor, uma das últimas lendas vivas da Hollywood dos anos 50, cujos sete casamentos não saíam do noticiário. O rostinho de menina de Winona continua garantindo papéis de adolescente para a atriz de 29 anos _no mesmo estilo daqueles que fazia há dez anos. Em “Garota, Interrompida”, ela interpreta Susanna Kaysen, 18, uma garota normal que é internada em um hospital psiquiátrico porque acham que está louca. Na época em que tinha 19 anos e lhe perguntavam por que só interpretava adolescentes, Winona respondia: “Olha a minha idade, devo fazer uma juíza?”. O primeiro Folhateen apostava na atriz como “o produto mais quente de Hollywood para os próximos 20 anos”. Resta saber se a atriz batizada com o estranho nome da cidade onde nasceu, pelos pais hippies de carteirinha, vai conseguir se recuperar e confirmar a previsão.

NAMORADOS DE WINONA NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

Johnny Depp
(ator)

David Pirner
(cantor do grupo Soul Asylum)

Christian Slater
(ator)

Daniel Day-Lewis
(ator)
David Duchovny
(ator)

Chris Noth
(ator)

Matt Damon
(ator)

Beck
(cantor)

Evan Dando
(cantor do grupo Lemonheads)

A atriz Winona Ryder , 30, foi detida na noite da última quarta, em uma loja de departamento de Beverly Hills (EUA), acusada de furtar o equivalente a US$ 5 mil em roupas. A polícia ainda encontrou na bolsa da atriz medicamentos sem receita médica.
Ryder , protagonista de filmes como “Edward Mãos de Tesoura”, foi acusada de furto e posse ilegal de remédios, disse um porta-voz da polícia de Beverly Hills, e solta após pagar fiança de US$ 20 mil. A assessora da atriz e um porta-voz da loja recusaram-se a comentar a prisão.

02 NEURÔNIO

Os ricos também choram
(ou como é bom saber que os famosos também têm “pobrema”!)

JÔ HALLACK
NINA LEMOS
RAQ AFFONSO
Dizem que rico, quando rouba, não é ladrão. É cleptomaníaco. Quando é rico e famoso, então… é doido de pedra mesmo.
Pois, desde que Winona Ryder foi pega roubando na Sacks (uma loja superchique gringa), não conseguimos parar de acompanhar esse julgamento.
Melhor até que uma novela! E temos certeza de que, depois, ela venderá os direitos da história para um estúdio de Hollywood para fazer um filme baseado na sua vida real. Estrelado por ela mesma, é claro.
Ela foi condenada e pode pegar até três anos de prisão. Mas a roupa que ela usava no dia da condenação, um terninho preto maravilhoso… foi o que mais nos impressionou. Era lindo. O batom era lindo. Ela estava linda. Nunca teremos uma roupa como aquela. Nem no dia mais feliz de nossas vidas.
Vamos aos fatos:

A desculpa
Foi o melhor de tudo. Quando não dava mais pra negar que tinha afanado umas roupinhas (que, ao todo, custavam US$ 5.000), ela disse que estava fazendo laboratório para uma peça. Sempre desconfiamos dessas histórias de laboratório, quando os atores vão fazer rapadura e frequentar lugares bizarros da noite só para entender seus personagens. Ora, a gente pensava que eles eram pagos para fingir!

O caderninho de endereços
Na tentativa de livrar a cara de sua cliente, o advogado de Winona chegou a insinuar que os seguranças da loja queriam, na verdade, vender sua história para os tablóides. E roubar o caderninho de telefones da atriz para ligar pra os famosos. “Você perguntou: “Esse é o número de telefone do Bono?’”, interrogou o advogado. Com a negativa, ele fez outra investida: “Você não disse: “Deus, eu amo Keanu Reeves”, e copiou o número dele?”. Cristo, a que ponto chegamos.

Os modelos
Os da atriz no tribunal têm sido tudo de bom. A camiseta de apoio a Winona que uma loja está vendendo também é ótima, com a frase “Free Winona” estampada. Só ficamos imaginado como a atriz ficará com seu possível novo modelo. Um uniforme bege, já que ela foi condenada e pode ficar até três dias presa. O uniforme pode ser confeccionado pela Prada, a grife tudo de bom que ama um bege… Sorte de Wynona. Até a cor pode ser hype. Ai, ai…